suspeita de ter o coronavírus não saiu de casa em BH, diz prefeitura

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Antes de ser internada, paciente suspeita de ter o coronavírus não saiu de casa em BH, diz prefeitura

A estudante de 22 anos viajou para Wuhan, na China. Catorze pessoas que tiveram contato com ela estão sendo monitoradas, segundo Secretaria Municipal de Saúde.

Ministério da Saúde acompanha caso suspeito de coronavírus em BH

A paciente de 22 anos que esteve em Wuhan, na China, suspeita de ter contraído o coronavírus, só saiu de casa, em Belo Horizonte, para receber atendimento médico. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ela foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Região Centro-Sul de máscara para evitar contágio.

As 14 pessoas com quem ela teve contato estão sendo monitoradas pelo órgão. Ainda de acordo com a secretaria, "não há registro de contato sem máscara, nem com familiares, nem com profissionais de saúde". A paciente segue internada no Hospital Eduardo de Menezes, referência em infectologia.

Ela disse não ter tido contato com nenhuma pessoa doente e não ter procurado nenhum serviço de saúde enquanto esteve na China. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, a jovem passa bem.

 

 

O Ministério da Saúde informou que deverá considerar como caso suspeito qualquer pessoa que tenha vindo da China nos últimos 14 dias com os sintomas da doença. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está levantando os outros viajantes que estavam no voo que viajou da China até o Brasil - escalas foram feitas em Paris e Guarulhos.

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Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

O surto de coronavírus provocou 106 mortes na China, onde o número de infectados passa de 4,5 mil. De todas as mortes até o momento, 100 foram registrada na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, epicentro da contaminação. Ao menos 15 países em 4 continentes já confirmaram casos importados da doença.

'Perigo iminente'

O Ministério da Saúde elevou a classificação de risco do Brasil para o nível 2, que significa "perigo iminente" - até segunda-feira (27) o país estava em nível 1 de alerta. A mudança de patamar faz parte de um protocolo envolvendo a escala, que vai de 1 a 3 - o nível mais elevado só é ativado quando são confirmados casos transmitidos em solo nacional.

 

  • Nivel 1- alerta
  • Nível 2 - perigo iminente
  • Nível 3 - emergência em saúde publica

 

O Ministério diz ter recebido, desde o início do surto de coronavírus na China, "mais de 7 mil rumores" de infecção. Desse total, 127 exigiram verificação do órgão e apenas um se confirmou como suspeita.

O órgão afirmou que o governo federal "está preparado" para detectar o vírus. "Não é um sistema que está sendo preparado agora. Temos o plano de contingência e o que vamos fazer é atualizar."

Brasileiros na China

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que conversaria com Mandetta para se informar sobre os riscos que envolvem brasileiros dentro e fora do país. Na ocasião, o presidente afirmou que não recomendaria a retirada das famílias brasileiras da China.

Ao ser questionado sobre o pronunciamento do presidente, Mandetta afirmou que já conversou com Bolsonaro, explicando a classificação da OMS e a necessidade de ampliação da vigilância no país. Já sobre a retirada de brasileiros da China, afirmou que compartilha do mesmo posicionamento do chefe do Executivo.

"Quando temos uma situação como essa, recomendamos que a pessoa tem que está onde ela está. Não é orientado remoção, até porque você não tem um tratamento específico para essa doença. Primeiro se esclareça o caso para depois fazer qualquer tipo de movimentação", defendeu.

O ministro se referiu à família brasileira que está nas Filipinas, mas que passou por Wuhan, na China. Trata-se de um casal e um filho de 10 anos. A criança está com suspeita de contaminação e foi colocado em isolamento. Os pais da menina também estão isolados por precaução.

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