A doação

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A doação após a morte não viola o corpo do doador. Sua aparência física é preservada e a pessoa é respeitada nos devidos termos clínicos e humanos (esse é um direito que consta na Constituição Federal). Nesses casos, a doação ocorre após a confirmação da morte cerebral. A morte cerebral é um estágio que levará certamente à parada da respiração e batimentos cardíacos. Tais funções podem continuar funcionando por um curto período de tempo - muitas vezes por ajuda artificial - todavia a pessoa já se encontra em iminente estado de morte. A morte cerebral não é igual ao coma: o estado de coma pode ser reversível, a morte encefálica não.
É essencial que a doação ocorra enquanto ainda há irrigação sanguínea, caso contrário muitos órgãos não podem ser aproveitados e muitas vidas são perdidas. Por isso é tão importante autorizar a doação logo depois da confirmação da morte encefálica. Esta deve ser atenciosamente comprovada através de repetidos exames neurológicos e outros exames complementares, como um eletroencefalograma ou arteriografia. Esses testes só podem ser feitos por médicos que não sejam da equipe de captação e transplante.
Apenas depois da constatação da morte encefálica e de todas as tentativas de ressuscitação terem sido realizadas que se pode analisar a questão acerca de um possível transplante. Os médicos têm obrigação de se esforçar ao máximo para salvar o paciente. Para haver doação pós-morte há os seguintes requisitos: ter a identificação e o registro hospitalar do paciente, ter conhecimento da causa da morte, não apresentar temperatura abaixo de 35 graus, não haver no organismo drogas depressoras do Sistema Nervoso Central e não haver hipotensão arterial.
O momento da morte de um ente querido é extremamente delicado e deve ser respeitado. Os médicos têm o dever de explicar claramente que a morte cerebral significa o falecimento daquela pessoa mesmo que ainda haja batimentos cardíacos e respiração. Ninguém pode obrigar uma família a doar os órgãos da pessoa falecida, todavia é de extrema importância a família ter consciência de como esse ato é essencial para salvar a vida de terceiros.

Como ser um doador e permitir uma doação

 

Em casos de doação após a morte, as famílias são responsáveis por decidir se haverá ou não doação. Por isso quem quer ser um doador deve conversar com os familiares e deixar claro que em situação de morte deseja que seus órgãos e tecidos sejam doados para salvar e melhorar a qualidade de vida de terceiros. Não é necessário deixar documentos por escrito, apenas se assegurar de que a família entenda o desejo de doação. Os familiares devem garantir que autorizarão o procedimento após a confirmação da morte cerebral.
As filas de transplantes são imensas para todos os conjuntos sociais, entretanto são muito maiores para jovens. Autorizar a doação de órgãos e tecidos de crianças e adolescentes é um admirável ato de solidariedade que salva vidas que ainda estão começando e tem tudo para serem plenamente aproveitadas. Não se deve descartar a doação de órgãos e tecidos de pessoas idosas. O estado de saúde é mais importante do que a idade e quem avalia essa questão é a equipe médica.
A família não pode escolher quem será o receptor dos órgãos; essa escolha cabe à Central de Transplantes que leva em consideração compatibilidades físicas, gravidade da doença e tempo de espera. De qualquer forma (quem quer que seja o receptor) a certeza de que todos os esforços convergem para a melhoria de vidas já basta para estimular a conscientização acerca da importância da doação.
O avanço científico abriu portas para a possibilidade da transplantação em vida. Para ser doador nesse caso há a necessidade de compatibilidade sanguínea e de vários outros fatores clínicos que devem ser minuciosamente levados em consideração pelos médicos. A doação em vida requer que o órgão doado seja duplo (como o rim ou pulmão) ou tenha a capacidade de reconstituição (exemplo: o fígado) ou seja um tecido que ao ser transplantado não cause morte ou invalidação do doador (como a medula óssea). Clique aqui para saber o que é necessário para ser um doador em vida e quais órgãos podem ser doados.
A Lei Brasileira sobre transplantes não permite que a doação afete de maneira grave a qualidade de vida do doador. A pessoa que está disponibilizando-se para ser doadora deve ser parente do receptor até 4° grau e estar ciente de todas as implicações da transplantação. Em casos em que não há relação de parentesco, a doação também é possível, todavia necessita de uma autorização judicial que deve ser buscada o mais rápido possível.

 

 

Quem não pode ser um doador

 

Pacientes com insuficiência orgânica (por exemplo: insuficiência renal, hepática, pulmonar, medular, cardíaca, pancreática) e que tem órgãos e tecidos comprometidos pela doença não podem ser doadores, assim como pacientes com doenças transmissíveis (por exemplo: HIV, HTLV 1 e 2, Hepatite B e C, Doença de Chagas e etc) e com infecção generalizada e carência de diversos sistemas e órgãos. Pessoas com tumores malignos / neoplasia maligna (com exceção de tumores restritos ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e câncer de útero e doenças degenerativas crônicas) também não podem ser doadoras.

 

 

Tipos de Transplante

 

  • Transplante Autoplástico ou Autólogo: transplanta tecidos de um mesmo organismo de um lugar para o outro.
  • Transplante Heteroplástico: transplanta órgãos e tecidos de um organismo para outro.
  • Transplante Heterólogo: transplanta órgãos e tecidos de um organismo para outro organismo de espécie diferente (também chamado de Xenotransplatação).

     

 

Órgãos e Tecidos que podem ser doados

 

Pulmão, pâncreas, vasos sangüíneos, ossos, intestino, ossículos do ouvido, pele, coração, válvulas cardíacas, córneas, medula óssea, fígado, rins, tendões e meninge.

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